Diário Reflexivo

Junho 21, 2009 at 10:16 pm Deixe um comentário

Este diário reflexivo será baseado na nossa componente prática, da prática pedagógica IV, este mostrará, a forma como agimos, gerimos, partilhamos e adquirimos competências no decorrer duas semanas de trabalho prático.

Antes de dar início à nossa componente prática pedagógica IV, tivemos um trabalho prévio, fizemos algumas visitas à sala, de forma a percebermos os interesses das crianças, com o intuito de realizarmos uma planificação semanal consciente e satisfatória, para a aprendizagem das crianças, segundo as orientações curriculares, “ planear implica que o educador reflicta sobres as suas intenções educativas e as formas de as adequar ao grupo prevendo situações e experiências de aprendizagem e organizando os recursos humanos e materiais necessários à realização.” (Ministério da Educação, 1997).

Tínhamos como principais objectivos proporcionar às crianças um maior número de experiências diferentes, criando actividades activas e interactivas, visando sempre a intencionalidade educativa, uma vez que através da aprendizagem pela acção, as crianças pequenas constroem o conhecimento que as ajuda a dar sentido ao mundo, como tal e retomando às orientações curriculares, “ cabe, assim, ao educador planear situações de aprendizagem que sejam suficientemente desafiadoras, de modo a interessar e a estimular cada criança, apoiando-a para que chegue a níveis de realização a que não chegaria por si só, mas acautelando situações de excessiva exigência de que posso resultar desencorajamento e diminuição de auto-estima.” (idem)

O nosso primeiro projecto centrou-se na temática dos dentes de leite, já o segundo centrou-se na família, este primeiro trouxe à sala uma realidade ainda vivida só por alguns, já o segundo foi ao encontro de uma vertente mais artística das crianças, visto que tiveram um contacto mais próximo com a fotografia, e posteriormente organizarem uma exposição com as fotos tiradas por elas, desta forma tentámos ir ao encontro de um dos fundamentos das Orientações Curriculares: “…partir do que as crianças já sabem, da sua cultura e saberes próprios.” (idem)

Ao realizarmos uma planificação das actividades diárias, tentámos também ter sempre abranger o máximo de áreas de conteúdo das Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Como tal preocupámo-nos que as actividades propostas tivessem um fio condutor, estando todas interligadas, garantindo o equilíbrio e a articulação transversal entre elas pois, “a construção articulada do saber implica que as diferentes áreas a contemplar não deverão ser vistas como compartimentos estanques, mas abordadas de [forma a globalizar e integrar] ”, todos os domínios educativos nas aprendizagens das crianças (idem).

Em todas as actividades que planeámos, tivemos em conta os espaços, tanto interiores como os exteriores, uma vez que “ a organização e a utilização do espaço são expressões das intenções educativas e da dinâmica do grupo, sendo indispensável que o educador se interrogue sobre a função e finalidades educativas dos materiais de modo a planear e fundamentar as razões dessa organização.” (idem), os recursos que necessitaríamos para as realizar (humanos e materiais) e as estratégias que utilizaríamos para motivar as crianças e para que a actividade corresse bem.

O grupo com o qual trabalhámos era dinâmico, com crianças interessadas, alegres e motivadas.

A nossa atitude, como par de estágio, dentro da sala, foi desde o início uma atitude calma e de partilha recíproca de saberes e, quando tínhamos opiniões diferentes tentávamos que prevalecesse a opinião mais sensata e mais adequada ao grupo de crianças. Daí termos aprendido o que é ser Educador e que um Educador está sempre a aprender, pois tem sempre de se adequar a um certo grupo de crianças, com determinadas características, que são diferentes de criança para criança. Percebemos que para ser Educador não basta gostar das crianças. Ser Educador é muito mais que isso; é gostar das crianças, é ter disponibilidade para todas elas, é ter calma quando tudo parece correr mal, é ser amigo das crianças, assim como um dos principais mentores da sua educação.

Em relação aos momentos de e como se fazer as transições, quer ao nível da rotina diária quer ao nível de gerir uma actividade, conseguíamos faze-lo de uma forma harmoniosa, em que já interagíamos uma com a outra de uma forma natural, a distribuição de tarefas surgia de uma forma espontânea, onde sobressaía o trabalho em equipa.

Ao longo da prática pedagógica constatamos que é essencial ter um enorme à vontade e mostrar às crianças as coisas de uma forma divertida e com entusiasmo em qualquer tipo de actividade, esta competência também foi conseguida de parte a parte.

Consideramos que a atitude da educadora cooperante com as crianças era muito boa, no sentido em que lhes dava o espaço necessário para crescerem por si mesmas, criarem autonomia e responsabilidade. Sempre houve o cuidado de não sobrecarregar as crianças com atenção, sendo lhes dada a liberdade necessária para poderem pensarem, chegarem a soluções e conclusões por si mesmas. Tudo isto acontecia dentro das regras que uma sala deve ter para haver ordem e um bem – estar de todos os que lá convivem todos os dias.

Concluímos esta reflexão referindo que, com esta prática pedagógica, crescemos como futuras educadoras de infância. Foi uma experiência muito gratificante pois é muito bom podermos ver nas crianças o nosso trabalho recompensado e, mais importante que isso, vê-las contentes por estarem connosco e por desenvolverem um projecto por nós sugerido e desenvolvido.

Referência

Ministério da Educação. (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa: Departamento da Educação Básica.

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Alegria, Amor e Fantasia Prática Pedagógica

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