Prática Pedagógica

Na primeira fase da nossa prática pedagógica, o principal objectivo era o de realizar um plano educativo tendo em conta o processo de transição das crianças. Sendo assim, entende-se por processo de transição “todas as situações em que a criança é confrontada com uma situação, individual, interactiva ou contextual nova.” (Mendes, 2009). Apesar disto, há que ter em conta que “devido à especificidade de cada grupo etário de crianças com quem as alunas estão a trabalhar e a diversidade dos seus interesses, naturalmente, as alunas não realizarão actividades apenas com o objectivo de promover a co-construção de processos de transição para a escolaridade obrigatória. Há outras situações, no âmbito dos processos de transição, que podem e devem ser alvo de uma atenção com intencionalidade educativa por parte do educador e como tal matéria de aprendizagem por parte das alunas.” (idem).

Numa segunda fase, o objectivo da nossa prática pedagógica era diferente: a realização de um plano educativo também, mas tendo em conta a relação com as famílias das crianças. É importante referir que “a família e a instituição de educação pré-escolar são dois contextos sociais que contribuem para a educação da mesma criança; importa por isso, que haja uma relação entre estes dois sistemas” (Ministério da Educação, 1997).

Assim, “os pais poderão participar em situações educativas planeadas pelo educador para o grupo, vindo contar uma história, falar da sua profissão, colaborar em visitas e passeios, etc.” (idem)

Uma outra base em que nos apoiámos nesta fase da prática pedagógica, e segundo as Orientações Curriculares, foi o facto de o educador, ao informar as famílias das crianças do processo de aprendizagem e das metas que as crianças estão a atingir, vem beneficiar um clima de interacção, comunicação e cooperação entre as crianças e os adultos.

Bibliografia

Ministério de Educação. (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré – Escolar. Lisboa: Departamento da Educação Básica.

Mendes, G. (2009). Programa Curricular – Prática Pedagógica IV. Documento obtido através de http://www.uma.pt/portal/modulos/disciplina/index.php?T=1246405768&TPESQ=PESQ_DISCIPLINA_DADOSGERAIS&TPESQANT=PESQ_LST_PLANO&IDM=PT&CodCadeiraDo centeReg=59135&IdEdicaoCadeira=4383&IdCadeiraCurso=9656&NPAG=&IdCurso=35&IdLingua=1&Cod_Especialidade_Cx=0&TORDANT=&CORDANT=&SCRANT=/portal/modulos/curso/index.php&NV_MOD=MODDISCIPLINA&NV_EAGR=EAGR_DISCIPLINADETALHE&NV_MOD_ANT=MODCURSO&NV_EAGR_ANT=EAGR_CURSOLICENC&NV_TAB=&NV_TAB_ANT=

(documento disponível na caixa de documentos)

Junho 21, 2009 at 10:19 pm Deixe o seu comentário

Diário Reflexivo

Este diário reflexivo será baseado na nossa componente prática, da prática pedagógica IV, este mostrará, a forma como agimos, gerimos, partilhamos e adquirimos competências no decorrer duas semanas de trabalho prático.

Antes de dar início à nossa componente prática pedagógica IV, tivemos um trabalho prévio, fizemos algumas visitas à sala, de forma a percebermos os interesses das crianças, com o intuito de realizarmos uma planificação semanal consciente e satisfatória, para a aprendizagem das crianças, segundo as orientações curriculares, “ planear implica que o educador reflicta sobres as suas intenções educativas e as formas de as adequar ao grupo prevendo situações e experiências de aprendizagem e organizando os recursos humanos e materiais necessários à realização.” (Ministério da Educação, 1997).

Tínhamos como principais objectivos proporcionar às crianças um maior número de experiências diferentes, criando actividades activas e interactivas, visando sempre a intencionalidade educativa, uma vez que através da aprendizagem pela acção, as crianças pequenas constroem o conhecimento que as ajuda a dar sentido ao mundo, como tal e retomando às orientações curriculares, “ cabe, assim, ao educador planear situações de aprendizagem que sejam suficientemente desafiadoras, de modo a interessar e a estimular cada criança, apoiando-a para que chegue a níveis de realização a que não chegaria por si só, mas acautelando situações de excessiva exigência de que posso resultar desencorajamento e diminuição de auto-estima.” (idem)

O nosso primeiro projecto centrou-se na temática dos dentes de leite, já o segundo centrou-se na família, este primeiro trouxe à sala uma realidade ainda vivida só por alguns, já o segundo foi ao encontro de uma vertente mais artística das crianças, visto que tiveram um contacto mais próximo com a fotografia, e posteriormente organizarem uma exposição com as fotos tiradas por elas, desta forma tentámos ir ao encontro de um dos fundamentos das Orientações Curriculares: “…partir do que as crianças já sabem, da sua cultura e saberes próprios.” (idem)

Ao realizarmos uma planificação das actividades diárias, tentámos também ter sempre abranger o máximo de áreas de conteúdo das Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Como tal preocupámo-nos que as actividades propostas tivessem um fio condutor, estando todas interligadas, garantindo o equilíbrio e a articulação transversal entre elas pois, “a construção articulada do saber implica que as diferentes áreas a contemplar não deverão ser vistas como compartimentos estanques, mas abordadas de [forma a globalizar e integrar] ”, todos os domínios educativos nas aprendizagens das crianças (idem).

Em todas as actividades que planeámos, tivemos em conta os espaços, tanto interiores como os exteriores, uma vez que “ a organização e a utilização do espaço são expressões das intenções educativas e da dinâmica do grupo, sendo indispensável que o educador se interrogue sobre a função e finalidades educativas dos materiais de modo a planear e fundamentar as razões dessa organização.” (idem), os recursos que necessitaríamos para as realizar (humanos e materiais) e as estratégias que utilizaríamos para motivar as crianças e para que a actividade corresse bem.

O grupo com o qual trabalhámos era dinâmico, com crianças interessadas, alegres e motivadas.

A nossa atitude, como par de estágio, dentro da sala, foi desde o início uma atitude calma e de partilha recíproca de saberes e, quando tínhamos opiniões diferentes tentávamos que prevalecesse a opinião mais sensata e mais adequada ao grupo de crianças. Daí termos aprendido o que é ser Educador e que um Educador está sempre a aprender, pois tem sempre de se adequar a um certo grupo de crianças, com determinadas características, que são diferentes de criança para criança. Percebemos que para ser Educador não basta gostar das crianças. Ser Educador é muito mais que isso; é gostar das crianças, é ter disponibilidade para todas elas, é ter calma quando tudo parece correr mal, é ser amigo das crianças, assim como um dos principais mentores da sua educação.

Em relação aos momentos de e como se fazer as transições, quer ao nível da rotina diária quer ao nível de gerir uma actividade, conseguíamos faze-lo de uma forma harmoniosa, em que já interagíamos uma com a outra de uma forma natural, a distribuição de tarefas surgia de uma forma espontânea, onde sobressaía o trabalho em equipa.

Ao longo da prática pedagógica constatamos que é essencial ter um enorme à vontade e mostrar às crianças as coisas de uma forma divertida e com entusiasmo em qualquer tipo de actividade, esta competência também foi conseguida de parte a parte.

Consideramos que a atitude da educadora cooperante com as crianças era muito boa, no sentido em que lhes dava o espaço necessário para crescerem por si mesmas, criarem autonomia e responsabilidade. Sempre houve o cuidado de não sobrecarregar as crianças com atenção, sendo lhes dada a liberdade necessária para poderem pensarem, chegarem a soluções e conclusões por si mesmas. Tudo isto acontecia dentro das regras que uma sala deve ter para haver ordem e um bem – estar de todos os que lá convivem todos os dias.

Concluímos esta reflexão referindo que, com esta prática pedagógica, crescemos como futuras educadoras de infância. Foi uma experiência muito gratificante pois é muito bom podermos ver nas crianças o nosso trabalho recompensado e, mais importante que isso, vê-las contentes por estarem connosco e por desenvolverem um projecto por nós sugerido e desenvolvido.

Referência

Ministério da Educação. (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa: Departamento da Educação Básica.

Junho 21, 2009 at 10:16 pm Deixe o seu comentário

Alegria, Amor e Fantasia

(planificação disponivel na caixa de documentos)

1º dia (20-04-2009)

Debate e descoberta do tema

Nesta segunda fase da nossa prática pedagógica, estávamos um pouco expectantes se as crianças iam aderir à nossa ideia geral de realizarmos um pequeno evento na sala, visto que esta fase tinha como principal objectivo a relação com a família das crianças. Tivemos também em conta o facto de as crianças terem notado um interesse enorme pelas fotografias que tirámos na primeira fase, para retratar a mesma. Inclusive, pediam-nos constantemente para tirarem fotos elas mesmas.

Com as crianças sentadas no tapete da sala, após o acolhimento, o lanche e o recreio, começámos por mostrar uma máquina fotográfica e por questionar as crianças sobre para que servia. Todas elas acertaram na resposta: “Serve para tirar fotografias!”. Depois, questionámos sobre a utilidade das fotografias. As respostas já demoraram um pouco mais a serem ouvidas: “Servem para lembrar!”, “Servem para ver as pessoas e as coisas!”. Outra pergunta que fizemos às crianças foi o que faziam com as fotos que tinham em casa: “Pomos em álbuns de fotografias!”, “Nas paredes e nos quadros!”, “Em molduras e no frigorífico!”.

Nesta conversa e tendo em conta as respostas dadas, sugerimos a realização de uma exposição com fotos tiradas pelas crianças. Mas havia crianças que não sabiam o que era uma exposição. Tivemos então de explicar às crianças o que era uma exposição. As crianças mostraram-se muito interessadas e motivadas para a realização deste pequeno evento.

Esta seria de fotos tiradas pelas crianças, logo iriam reflectir a visão que estas têm sobre a sua vida. Nós sugerimos às crianças para que trouxessem de casa fotografias suas de quando eram pequeninos e da sua família. Pedimos também para as crianças trazerem algum aperitivo, para também haver um pequeno lanche – convívio com os pais na exposição.

Após decidida a natureza deste pequeno evento, chegou a altura das crianças escolherem o seu tema. Nós púnhamos-lhes questões. Foi então que uma das crianças disse: “Alegriaaa!”. Achámos um tema bonito mas as outras crianças também quiseram participar. Logo se ouviu um “Amor!” e “Fantasia!”. E assim ficou decidido o tema e título da exposição: Alegria, Amor e Fantasia!

Decidido o tema, agora todas as crianças iriam tirar as fotos ao que queriam e como queriam. Combinámos todos em conjunto que no dia seguinte iríamos dar uma volta pelo bairro em que o infantário estava inserido.

2º dia (21-04-09)

Vamos explorar o nosso bairro!

Após o acolhimento e o lanche da manhã, com a ajuda da educadora e da auxiliar foram formados 4 grupos, para que cada um ficasse com cada adulto presente. Cada grupo tinha uma máquina fotográfica para que as crianças pudessem tirar as fotos que queriam.

Começámos por dar a volta ao infantário. No caminho, passámos pela Escola do 1º ciclo e Pré-Escolar da Nazaré, onde estavam muitos alunos a brincar no recreio. Houve muitas crianças que quiseram tirar fotografias aos seus colegas da escola vizinha. Depois passámos por um pequeno parque de estacionamento em que muitos carros foram fotografados. Mais à frente há o pavilhão do C.A.B. (Clube dos Amigos do Basquete) com uma pequena esplanada. Aqui as crianças ficaram muito entusiasmadas e quiseram ir se sentar nas cadeiras e tiraram imensas fotos aí uns aos outros. Durante este pequeno passeio, as crianças iram tirando fotos a praticamente tudo o que viam: ao céu, às flores, aos colegas, às casas, entre outros.

Ao regressar à sala, as crianças vinham muito entusiasmadas a falarem entre si sobre as fotos que tinham tirado. No tapete da sala, nós conversámos com as crianças sobre o passeio e explicámos que íamos revelar algumas para posteriormente eles as emoldurarem e exibir na exposição.

Imagens 1, 2 e 3 – Vamos explorar o nosso bairro!

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3º dia (22-04-09)

Visita de estudo ao Madeira Magic

Depois de todas as crianças chegarem foram todas reunidas no tapete da sala. A educadora cooperante conversou com as crianças com o objectivo de as advertir sobre as regras para a visita de estudo que iria acontecer dentro de poucos momentos. Depois dos avisos dados, nós, alunas, conversámos com as crianças que ainda podiam tirar mais fotos sobre o que viam no Madeira Magic.

Ao chegar ao Madeira Magic, as crianças começaram logo a pedir a máquina fotográfica para tirarem fotografias às coisas novas que estavam a experienciar. Mas, com o avançar da visita de estudo, as crianças deixaram-se envolver com tudo o que estavam a aprender e ao participar nos diversos jogos e diversões que tinham à sua exposição.

Mesmo assim, ao chegarmos ao infantário, chegámos a conclusão que já tínhamos imensas fotos tiradas pelas crianças que tinham de ser escolhidas para serem reveladas, de maneira a que cada criança tivesse duas fotos tiradas por si impressas.

Imagens 4, 5 e 6 – Visita de estudo ao Madeira Magic

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4º dia (23-04-09)

Enfeitar as fotografias

Hoje era o dia de as crianças fazerem as molduras para as suas fotografias. Tendo isto em conta, depois de terem todas chegado, comido o lanche da manhã e ido ao recreio, as crianças sentaram-se no tapete e nós começámos a mostrar as fotos uma a uma para que as crianças dissessem a quem pertenciam. Para sermos sinceras, não tínhamos muitas expectativas quanto a este momento pois as crianças podiam não reconhecer as fotos que tinham tirado. Mas, para nosso espanto e alegria, todas as fotos foram entregues aos respectivos donos pois todas as crianças sabiam e lembravam-se quais as fotos que tinham tirado, apesar de naquele momento estarem só duas de todas as que tiraram.

Posteriormente, dividimos as crianças em três grupos que se dirigiram às três mesas redondas da sala e distribuímos cartolinas para cada criança colar as suas fotos e, seguidamente, enfeitar a moldura com todos os materiais disponibilizados: pedacinhos de papel colorido, arroz, feijões, estrelinhas brilhantes, purpurinas… O resultado foram molduras lindas!

Após feitas as molduras, tínhamos planeada a confecção de um salame para a exposição do dia seguinte. Todas as crianças ajudaram um bocadinho a fazer este doce que todas elas adoram!

Imagens 7, 8 e 9 – Enfeitar as fotografias

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5º dia (24-04-09)

Alegria, Amor e Fantasia!

Era hoje o dia da exposição! Esta foi à tarde para que os pais todos pudessem estar presentes. Depois de as crianças acordarem da sesta, foram para o recreio um pouco e depois foram lanchar. Enquanto isto, nós já começámos a dispor as mesas, o tapete da sala e a Área faz-de-conta para que houvesse um apoio para as bebidas e aperitivos e um espaço para que fosse possível fazer a projecção de um vídeo que fizemos com todas as fotos que as crianças tiraram durante esta semana, assim como da visita de estudo feita. É de referir que a docente desta unidade curricular nos deu uma ajuda nesta fase, pois foi nos visitar nessa tarde, orientando-nos para que tudo corresse da melhor maneira.

Ao voltar do lanche, as crianças foram ter Expressão Físico – Motora, como actividade extra-curricular. Acabada a montagem da exposição e arranjo das bebidas e dos aperitivos, os pais das crianças começaram a chegar e, assim, começou este pequeno evento. Fizemos uma pequena introdução sobre o que tinha sido feito durante esta semana e os pais puderam ver o vídeo que estava a ser projectado. Entretanto as crianças começaram a chegar da Expressão Físico – Motora e correram logo para os seus pais. De seguida houve o lanche convívio em que houve uma grande interacção entre todos. Foram trocadas impressões sobre a nossa prática e sobre as crianças no geral, que adoraram a exposição e ficaram muito alegres com a projecção do filme com as suas fotos: sentiram-se orgulhosas de si mesmas.

Imagens 10, 11, 12, 13 e 14- Alegria, Amor e Fantasia!

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Junho 21, 2009 at 10:05 pm Deixe o seu comentário

Oraganização do Tempo (horários, rotinas e actividades)

A rotina da sala, conforme observámos, era uma rotina flexível, isto é, apesar dos adultos fazerem planos gerais para todo o dia, nunca poderiam prever situações que pudessem ser propostas pelas crianças.

Normalmente as crianças começavam a chegar às 8h. Chegavam acompanhadas dos pais ou outros familiares. Nós, alunas, chegávamos às 8:30h e, de seguida, interagíamos com as crianças nos espaços da sala, livremente e recebíamos as crianças que ainda estavam por chegar à sala.

No período de actividades livres, as crianças escolhiam o que queriam fazer, pois estas não eram orientadas. Durante este tempo as crianças eram apoiadas e incentivadas pelos adultos, que tentavam que elas permanecessem no local que escolheram durante algum tempo, criando assim algumas regras sociais importantes como o respeitar o outro, aguardar pela sua vez e iniciar e acabar uma determinada tarefa.

Por volta das 10h comiam o lanche, composto por fruta e bolachas ou pão. Quando terminavam o lanche iam para o recreio e lá permaneciam até às 11h. Durante esse período as crianças brincavam livremente, tendo a oportunidade explorar um espaço ao ar livre.

Quando voltavam do recreio dirigiam-se à sala para executar as actividades orientadas por nós, as alunas. Quando déssemos por terminadas as actividades, as crianças iam almoçar, às 12h.

Os momentos de higiene realizavam-se sempre que as crianças necessitavam, pois já realizavam a sua higiene pessoal de forma autónoma. Apesar disto, antes do almoço, por volta das 11:45h, e depois do almoço todas as crianças tivessem o momento de higiene onde tinham que lavar as mãos.

Após o almoço, as crianças dirigiam-se à sala para fazer a sesta. É de referir que a educadora cooperante não forçava as crianças a dormir, estas podiam apenas ficar deitadas a descansar. Quando as crianças já estavam todas deitadas no seu colchão e prontas para dormir/descansar nós dávamos por terminada a nossa prática.

Junho 21, 2009 at 4:51 pm Deixe o seu comentário

Áreas e Recreio

O espaço exterior, recreio, apresenta um extenso jardim com árvores (que facultam zona de sombra), relva, escorregas, baloiços… O restante pátio é com pavimento cimentado que proporciona momentos de exercício físico na medida em que as crianças podem correr livremente. Mais ou menos a meio do recreio, existem uma pequena piscina vazia que serve de área onde as crianças dão larga è sua imaginação pois utilizam-na como faz – de – conta (sala de aula, casinha, entre outros).

Junho 21, 2009 at 4:48 pm Deixe o seu comentário

Planta e Organização do Espaço e Materiais

A sala tinha uma boa área, bastante ampla e com boa iluminação. Possuía um clima acolhedor. (ver planta da sala na caixa de documentos)

Na entrada da sala existiam cabides que serviam para as crianças colocarem as suas mochilas e casacos e à frente da porta de entrada, no corredor, estão afixados alguns placards para a exposição de trabalhos realizados pelas crianças ou de caris pedagógico.

A sala de actividades está dividida em várias áreas, é o caso da Área do faz – de – conta (casinha das bonecas, mercearia, cozinha), Área da Biblioteca (com diversos livros).

No centro da sala encontram-se três mesas redondas destinadas à realização de trabalhos a nível da expressão plástica, jogos autónomos e, por vezes, pequenas refeições. Era também nestas mesas que havia a interacção entre pares em pequeno grupo. O tapete está situado junto a uma parede e destina-se à reunião e acolhimento do grande grupo, servindo também para espaço de discussão, reflexão e debate sobre os temas a serem desenvolvidos. As actividades orientadas também aconteciam, normalmente, neste local. É de referir que as crianças eram sentadas em duas filas, ou seja, uma fila encostada à parede e uma mais à frente. Desta forma, havia um maior “controlo” das crianças e todas poderiam ver e estar atentas ao que se passava.

Existem também vários espaços de exposição espalhados pela sala. Na entrada encontram-se um placard com a planificação mensal da sala e o mapa das presenças das crianças (as próprias crianças marcavam as suas presenças no quadro). Numa parede estava o quadro dos aniversários e nas restantes paredes da sala estavam diversos espaços para a exposição dos trabalhos realizados. Esta exposição dos trabalhos era flexível pois era alterada conforme a temática ou época festiva desenvolvida num determinado período de tempo.

Junho 21, 2009 at 4:47 pm Deixe o seu comentário

Sorrisos de Leite

(planificação disponivel na caixa de documentos)

1º dia (2 – 03 – 2009)

Discussão do Tema

Nós começámos por relembrar uma situação passada que aconteceu com uma criança da sala (a criança perdeu um dente acidentalmente, enquanto brincava no recreio com os amigos).

Durante este diálogo, as crianças queriam todas contar a sua versão do que se tinha passado nesse momento de recreio. Houve crianças que quiseram contar o que aconteceu com os seus irmãos mais crescidos ou contar outras realidades que lhes eram próximas: a queda dos dentes e o crescimento de novos. “O meu mano também ficou sem o dente! Mas depois nasceram outros grandes!” – diziam algumas crianças. Havia uma criança que estava a passar por esta mesma situação: a passagem dos dentes de leite para os dentes permanentes; e outras que tinham “o dente a balançar!”.

Posteriormente, ao avançar na conversa, surgiu o tema do dentista e foi desta maneira que tivemos conhecimento que uma outra criança lá iria neste dia. Aí as perguntas incidiram sobre o dentista e as fantasiosas dores que este provoca.

A área da higiene oral (lavagem e escovagem dos dentes) também foi debatida com as crianças e constatámos que as crianças já tinham algumas noções básicas neste sentido.

Ao verificar que fomos bombardeadas com um sem número de dúvidas e questões, combinámos com as crianças que no dia seguinte iríamos investigar, pesquisar, descobrir e explorar todas as respostas às perguntas postas. Com isto, aproveitámos a situação e pedimos às crianças que trouxessem material acerca dos dentes para juntarmos às coisas que nós próprias iríamos levar para a sala (enciclopédia, computadores, imagens, panfletos…). Assim, ficou destinado às crianças que perderam os dentes, trazerem os mesmos; a criança que foi ao dentista, trazia informação sobre isso; todas as outras crianças foram para casa pesquisar sobre o assunto.

Ao longo do dia, as crianças estavam constantemente a mostrar os seus dentes aos amigos. Faziam constatações do género: “Os dentes estão mais separados que os meus!” e “Tens um dente preto ali ao fundo!”.

Podemos concluir que estas crianças estavam predispostas e abertas a trabalhar esta nova transição: a passagem dos dentes de leite para os dentes permanentes.

Imagens 1, 2 e 3 – Discussão do tema.Discussão do tema

Discussão do tema

Discussão do tema

2º dia (3 – 03 – 2009)

Vamos descobrir!

Ao chegarmos à sala, deparámo-nos com alguma quantidade de material de pesquisa, desde imagens a panfletos (ver panfletos na caixa de documentos) e livros. Após a divisão em pequenos grupos de trabalho pelas três mesas redondas da sala, distribuímos igualmente as imagens, computadores, livros, panfletos… e deixámos as crianças à vontade para explorarem o material que tinham à sua disposição.

Nós também explicitámos, através de um powerpoint, alguns conhecimentos e noções novas a cada pequeno grupo. Depois disto, as crianças começaram a recortar as imagens que acharam mais reveladoras desta temática para, posteriormente, elaborarem um cartaz.

Imagem 4, 5 e 6 – PesquisaVamos descobrir!

Vamos descobrir!

Vamos descobrir!

3º dia (4 – 03 – 2009)

Vamos mostrar o que sabemos!

As crianças estavam muito contentes e expectantes para mostrar aos colegas o trabalho que realizaram no dia anterior.

Após o lanche da manhã, os grupos que no dia anterior se tinham formado, juntaram-se novamente nas suas mesas de trabalho e começaram a “montar” o seu cartaz de grupo.

Depois dos cartazes feitos, cada grupo de trabalho começou por mostrar o seu cartaz ao grande grupo, explicando assim, o que tinham feito. As apresentações foram muito ilustrativas de que este tema realmente interessa às crianças: conseguimos ver o seu interesse e desejo de participar na apresentação dos seus cartazes. Mesmo a assistência apontava para as diversas imagens e dizia “Estes doces fazem mal aos nossos dentes!”, “O dentista ajuda os dentes a ficarem sem cáries!”…

Imagens 7, 8, 9 e 10 – Monstagem dos cartazes e apresentação

Vamos mostrar o que sabemos!

Vamos mostrar o que sabemos!

Vamos mostrar o que sabemos!

Vamos mostrar o que sabemos!

4º dia (5 – 03 – 2009)

Seguindo as pistas…

A actividade planeada para o dia de hoje era um jogo de pistas ao longo do recreio, em que haviam diversas perguntas – desafios em certos pontos do percurso em que as crianças tinham que pôr em prática os conhecimentos que consolidaram nos dias anteriores. Estas perguntas desafios eram simples e divertidas: construção de puzzles, cantar a musica que as crianças aprenderam sobre os dentes, uma busca do dente perdido, perguntas com resposta de escolha múltipla…

Quando explicámos o jogo às crianças, notámos que algumas crianças estavam um pouco receosas. Mas, quando os grupos já estavam formados e quando o jogo começou, as crianças começaram a ficar muito entusiasmadas e a quererem participar todas ao mesmo tempo!

E, com a ajuda da nossa educadora cooperante Jovita e a auxiliar de acção educativa Paula, conseguimos com que o jogo de pistas corresse bem. As crianças adoraram! Os resultados foram muito positivos porque todos se divertiram (que era um dos nossos objectivos principais) e deu perfeitamente para avaliarmos os conhecimentos que as crianças assimilaram durante esta semana.

Imagens 11, 12 e 13 – Jogo de pistas.Seguindo as pistas...

Seguindo as pistas...

Seguindo as pistas...

5º dia (6 – 03 – 2009)

“Olha só o que aprendemos!”

Este foi o nosso último dia da primeira fase de prática pedagógica na sala dos 4 anos. Tínhamos planeado para este dia um outro jogo em que o tema dos dentes estivesse presente mas, como também queríamos que as crianças nos ajudassem a afixar os seus cartazes e a montar uma pequena exposição, a educadora cooperante sugeriu que alterássemos a planificação e as crianças ficassem na sala a fazer um desenho sobre tudo o que se passou durante a semana, e assim já montávamos todos a “exposição”.

Nós achámos uma boa ideia e assim foi. Os desenhos que daí resultaram ficaram muito bonitos e perfeitos para uma análise da visão das crianças sobre esta semana que passou. Aqui ficam alguns exemplos dos desenhos.

Ainda neste dia, mostrámos às crianças um filme que fizemos com fotos das crianças a mostrarem os seus lindos dentes! Ficou um filme engraçado e fez as delícias às crianças: riram tanto! “Olha o Nuno!!” “A Francisca não tem aqueles dentes!” (filme disponivel na caixa de documentos)

Imagens 14 e 15 – Realização dos desenhos.

"Olha só o que aprendemos!"

"Olha só o que aprendemos!"

Imagens 16 e 17 – Montagem da exposição

"Olha só o que aprendemos!"
"Olha só o que aprendemos!"

Imagens 18, 19, 20 e 21 – Os desenhos

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Maio 29, 2009 at 11:41 pm Deixe o seu comentário

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